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A Liquid Death posta pouco de propósito — e é por isso que funciona. Ler →

O TikTok quer criar o seu criativo por você. Ler →

O Google botou um bot de IA dentro do Ad Manager. Ler →

Antes de mais nada, deixa eu esclarecer uma coisa: criar anúncio não é sobre ser a pessoa mais criativa ou genial da sala. É sobre volume.

Todo o processo que você vai ver aqui exige volume. Porque sem ele você nunca vai encontrar o anúncio que escala.

Empresas parceiras que eu conheço, e nós aqui dentro, tentamos testar pelo menos 50 criativos por mês. E olha... isso é pouco pro mundo de hoje. Tem player como o Hormozi que passa de 500 criativos novos por mês.

E por que a gente faz isso? Dois motivos:

  • Anúncio que aguenta escala de verdade é 1 em 50. Às vezes 1 em 100, dependendo do nicho. Ou seja, testar mais é achar esse 1 mais rápido.

  • Não existe regra certa pra criativo. Pra encontrar o padrão da SUA estrutura, você precisa testar.

Então, antes de irmos pra copy e pro formato, vamos resolver isso. Se você não testa pelo menos 30 criativos por mês — não importa quanto você investe em mídia paga — você não testou o suficiente pra dizer que mídia paga não funciona.

Esclarecido? Então vamos pra criação.

Anúncio não pode ser enxergado como uma coisa só. Ele é, na verdade, a junção de 3 partes:

  • Hook (ou gancho, mas todo mundo fala hook)

  • Corpo

  • CTA

Ou seja, quando você for escrever, pensa da mesma forma. Uma parte de cada vez.

Hook

O hook é a parte mais importante. São os primeiros 5 segundos do anúncio.

Ele é tão importante porque é o que garante que a pessoa vá assistir o que você tem pra falar. É a curiosidade que faz ela parar, enquanto tá lá passando reels atrás de reels na rede social.

Nas palavras de um grande copywriter dos anos 60, pra alguns O maior:

"A primeira frase de um anúncio é uma frase bastante importante. Provavelmente, se a pessoa não ler a primeira frase, é bem provável que também não leia a segunda."

E o princípio se mantém. Se ela não parar pra ver os primeiros segundos, ela provavelmente não vai assistir os segundos seguintes.

Então é aqui que o nosso esforço precisa estar. Mais do que no conteúdo. Mais do que no CTA.

Exemplo de um hook que já gastou mais de 650 mil dólares:

“Porque eu nunca irei comprar a panela atóxica do Gordon Ramsay”

E se não ficou claro, essa "review negativa" bem chamativa, no fim, é pra vender a panela. E deu muito certo, por três motivos:

  • Usa o nome de um famoso pra ganhar credibilidade.

  • Cria um ciclo negativo — parece que a pessoa tá decepcionada.

  • Coloca a panela como o produto que acaba com qualquer disputa. Ele não compra porque nunca mais vai precisar comprar nada. A panela resolve tudo.

Simples? Sim. Fácil? Quem dera.

Mas é experimentar e, acima de tudo, modelar. Então testa esse hook no seu mercado e me fala como foi.

Dica: eu falo que o criativo é feito de 3 partes porque é exatamente aqui que a mágica do bom marketeiro acontece. A ideia do hook nunca é pensar em um só. É sempre pensar em 5 — assim, com o mesmo conteúdo, o seu teste quintuplica.

Você foca na parte mais importante, gasta menos tempo e testa muito mais. Lembre-se: sem um bom hook, você nunca vai ter um bom anúncio.

Corpo

Aqui a gente já parte do princípio que a atenção do seu lead foi conquistada. Alguma coisa ali prendeu ele tempo o suficiente pra chegar no conteúdo.

Esse é o momento de persuadir. De mostrar pra ele que o que você tá oferecendo é algo que ele precisa ter.

E aqui, infelizmente, não existe um caminho só. Você pode usar história, se o lead for mais inconsciente (a gente vai falar disso na próxima edição). Pode ir na dor. Pode ir na promessa. Pode ir na oferta direto.

O que importa é gerar a sensação de que ele tá aprendendo algo novo. Uma informação nova sobre algo que ele já vive.

Dica: faça parecer conteúdo, e seu criativo vai performar melhor. Hoje eu diria que um bom criativo é mais sobre educar do que sobre vender — porque é isso que a pessoa tá acostumada a ver na plataforma.

CTA

A famosa chamada pra ação. O que a gente coloca no CTA:

  • O que vai acontecer depois dele clicar.

  • Por que é importante clicar agora.

  • O que ele ganha, na vida dele, clicando.

Sendo sincero? É uma parte não tão importante. Geralmente, pouca gente chega até o final.

Mesmo assim, o que eu gosto daqui é a flexibilidade. Com um anúncio já validado, eu consigo jogar ele pra lugares diferentes, contanto que o conteúdo faça sentido. Mesma lógica do hook: com um corpo só, eu tenho vários anúncios pra funis diferentes.

Mas, como eu disse, o CTA deveria ser sempre onde você gasta o menor tempo possível. Tem anúncio dando certo hoje sem CTA nenhum.

Se você seguir a estrutura assim, eu consigo te dizer uma coisa: você vai errar muito. Mas uma hora você acerta. E no mundo de mídia paga, um anúncio MUITO bom escala por meses. Às vezes.

CASO REAL: num funil de infoproduto que estava rodando, a gente investiu mais de 1 milhão no mês em anúncio. 60% dessa verba foi pra 1 anúncio específico. Esse mesmo anúncio tinha mais de 10 variações de hook — só 1 validou. E foi essa 1 que levou os 600 mil de investimento.

Pra concluir: teste muito, pense muito no hook, use um mesmo corpo testando vários hooks. É a forma mais "fácil" de ter uma boa estrutura pra escalar mídia paga.

Na próxima edição, a gente vai falar sobre os níveis de consciência do prospect — e por que isso é tão importante pra conectar com ele.

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