HARD SKILL DE HOJE: USO DE IA

Como eu estou olhando para a IA (e por que você deveria começar a fazer o mesmo)

Eu me considero um usuário forte de IA hoje. Uso ela constantemente, para quase tudo.

Copywriting, infraestrutura, código, design, automações e qualquer outra área que você falar, eu uso. Hoje estou focado no Claude (tanto na web quanto no Claude Code) e no Gemini. O Claude é o melhor, disparado, mas gasta muito, então preciso ser intencional em como uso. O Gemini, para as tarefas do dia a dia — principalmente as que envolvem produtos do Google — é extremamente qualificado.

Apesar desse uso intenso, eu não me engano: o que é tomada de decisão ainda fica comigo. E PRECISA ficar.

A IA deve ser usada como facilitadora do nosso trabalho, do nosso pensamento. Nunca como a ponta final da decisão.

O que estou vendo nas pessoas próximas é exatamente o contrário. Continuam no operacional e, na hora de pensar, refletir, avaliar, terceirizam tudo para a IA. Que desperdício.

E o marketing, na minha visão, é a melhor área para mostrar esse absurdo.

A pessoa faz uma penca de pesquisa, estrutura a persona, entrevista gente, fica lendo comentários — tudo para escrever uma boa campanha. Aí coleta esse monte de material e, na preguicinha, joga todos os anexos na IA e pede para ela escrever. Isso é garantir que todo o processo manual que você fez vá direto para o lixo.

O que deveria ser feito — e que eu faço hoje, depois de já ter sido o preguiçoso também — é inverter o jogo:

  • Montar agentes para a sua pesquisa ser recorrente, bem curada e atual...

  • Montar agentes que organizam documentos e resumem conteúdos em larga escala...

  • Montar agentes que, a partir do seu crivo (das habilidades que você pensou e construiu), trazem insights e ideias...

Para que, depois de todo esse processo operário, você tenha uma fonte fresca, atual e organizada para consumir e agir em cima.

Parece simples? É. O difícil, nesse caso, é que criar e pensar uma campanha é um exercício muito mais desgastante e vergonhoso do que ficar nas redes sociais buscando inspiração em vídeo.

Correr o risco de criar algo que não conecta, que ninguém engaja, e que saiu da sua própria cabeça, é um risco que tentamos evitar. Eu falo porque vivo ele toda vez que solto algo no mundo.

Mas isso não pode te impedir de pensar nos seus negócios, nos seus conteúdos, nas suas estratégias. Porque eu garanto: hoje a IA está a anos-luz de ter as nossas ideias e o nosso entendimento do mundo.

Enquanto usarmos a IA na vontade de fugir dessas coisas extremamente difíceis, o resultado só pode ser um: mediocridade. Sempre.

  • Primeiro porque ela ainda é medíocre nisso.

  • Segundo porque nós nunca vamos melhorar nas habilidades mais importantes.

Um presente exemplo do que estou falando:

Eu criei uma IA que transcreve conteúdos do YouTube, organiza eles no meu computador e monta um documento de insights. Mas ela não decide qual conteúdo puxar, nem o que eu vou escrever a partir dali. Montei minha biblioteca e me ajudou DEMAIS — só que para escrever, ainda dependo de mim.

Se você leu até aqui, vou te entregar esse agente de graça. Clica no botão e você será redirecionado para o GitHub. Lá tem a explicação de como usar o agente, quais plataformas estão envolvidas e quais extensões.

Espero que você goste.

Eu mesmo, para escrever esse conteúdo que você está lendo — ou qualquer página, anúncio e campanha — eu sento e escrevo. Posso revisar com IA, posso usar ela para pesquisar, mas ela nunca vai ser minha muleta. Nunca vai ser quem entrega o produto final.

E eu sei a diferença que isso faz. Na Insight Espresso, uma newsletter que escrevia para 40 mil pessoas toda semana, eram as próprias pessoas que comentavam isso comigo.

O carinho, a pessoalidade, a humanidade no que estava sendo colocado eram o que fazia elas continuarem lendo.

E por mais que eu tenha dado um exemplo específico aqui, isso vale para qualquer área:

  • Nos investimentos: faça ela montar a planilha, não a análise e o relatório.

  • No comercial: faça ela analisar suas calls, não montar seu script.

  • Na contabilidade: faça ela emitir e enviar as NFs, não decidir o melhor enquadramento da sua empresa.

Muita gente parou de querer ter senso crítico, parou de querer decidir. E é exatamente aqui que eu vejo a pessoa ficando para trás. Quem mexe muito com IA sabe: o uso dela está em como você decide usar ela.

Sendo assim, perder o senso crítico é o maior tiro no pé que você pode dar.

Quero que você reflita então: como está seu uso de IA hoje? O processo de decisão ainda está com você ou delegou ele?

Se tiver delegando volte. Grandes ideias e decisões ainda são tarefas do ser humano fazer.

🎬 Indicações da semana

Filme: The Social Network | nota imdb: 7.8

Enquanto o estudante de Harvard, Mark Zuckerberg, criava a rede social que viria a ser conhecida como Facebook, ele foi processado pelos gêmeos, que alegavam que ele havia roubado a ideia deles, e pelo cofundador, que mais tarde foi afastado da empresa.

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