
🌎 CURADORIA DE NOTÍCIA

HARD SKILL DE HOJE:
Construir é testar e falhar com convicção (e o paradoxo que separa quem desiste de quem constrói)
Conseguimos, nas últimas 3 semanas, subir um produto do zero. Front-end, back-end, infra. Tudo.
Tem muito bug? Tem. Tem muito a melhorar? Tem. Mas o MVP funcional saiu em 3 semanas.
E agora, porém, estamos paranoicos na incerteza…
Antes a certeza era que precisava sair. Agora a certeza é que precisa vender — e essa é bem mais difícil de prever prazo.
Será que as pessoas vão conseguir usar? Será que vão gostar? Será que o valor percebido é o que estamos acreditando?
Incógnitas que fazem o cortisol subir consideravelmente. E que, de verdade, só dá pra saber testando.
Nós acreditamos que tudo será útil, que vale muito, que vai trazer muito valor para o cliente. Mas até começarmos a vender 10 Octopus (nosso produto) por semana para empresas... eu não sei. Sendo sincero, eu não sei.
Aí estava lendo um texto e me deparei com essa pergunta:

Como as pessoas resolviam problemas antes da internet? Antes que guias práticos e processos passo a passo fossem abundantes? Como foi construído o primeiro foguete?
Eles tentavam. Eles erravam. Eles tentavam de novo, convencidos de que o fato de terem falhado não significava que aquilo era impossível.
E é aqui que eu quero chegar:
Construir, criar, empreender é quase um sinônimo de testar e falhar com a convicção de que não é impossível.
Por isso, toda vez que a paranoia surge e a vontade de mudar a rota aparece, eu paro e penso: eu testei o suficiente esse caminho?
Se a resposta não for um SIM com muita convicção, eu vou continuar tentando. E um produto que tem 3 semanas de vida não é tempo suficiente para me provar NADA. Então é isso: vou continuar nesse teste.
Esse nível de convicção é o que eu acredito que faz os grandes empresários. E é quase um paradoxo estudar a mente deles, porque ela é feita de duas coisas que se contradizem:
Uma convicção enorme de continuar perseguindo uma ideia.
Uma humildade de saber a hora de pivotar.
E é aí que mora a parada. Não dá pra escolher só um dos dois.

Convicção sem humildade é teimosia — você afunda abraçado com a ideia errada, gritando que o mercado é que não entendeu. Humildade sem convicção é desistência disfarçada de maturidade — você pula fora no primeiro cortisol, antes de ter testado qualquer coisa de verdade.
O jogo é segurar os dois ao mesmo tempo, mesmo um puxando contra o outro. E a régua que separa um do outro, pra mim, é sempre a mesma pergunta:
eu testei o suficiente, ou eu só cansei?
Porque quase sempre, quando bate a vontade de mudar de rota, não é a ideia que morreu. É a gente que tá com medo de descobrir a resposta.
Então fica a provocação pra você que também tá construindo alguma coisa: aquele projeto que você quer abandonar essa semana... você já testou ele de verdade, ou só chegou no primeiro perrengue?
Se ainda não testou com convicção, segura mais um pouco. Continua no teste.
🎬 Indicações da semana
Filme | Air | IMDB: 7.4
A história da parceria transformadora entre o então desconhecido Michael Jordan e a inexperiente divisão de basquete da Nike, que revolucionou o mundo dos esportes e da cultura com a marca Air Jordan. Quer entender convicção, veja esse filme.
Set que quem não gosta de set vai gostar. Clássico.